Villeneuve: F1 deixou de ser “excessiva” e se tornou “sóbria”
quinta-feira, 9 de junho de 2016 às 9:33
Jacques Villeneuve
Jacques Villeneuve prefere a Fórmula 1 “excessiva” do passado do que a categoria “sóbria” da atualidade.
“Não é tediosa, mas não é a mesma”, declarou o campeão mundial de 1997 ao jornal La Presse em Montreal. “Isso levanta a questão: o que nós queremos da F1?”
“Para mim, esta F1 sóbria não é excessiva. Não é gladiatória, que é o que me fez amar a categoria. Frequentemente, não havia ação real, mas as pessoas reconheciam o talento e o risco que os pilotos estavam correndo”.
Quando lhe perguntaram por que a F1 atual perdeu isso, Villeneuve respondeu: “Porque é proibido se machucar, eu acho. A FIA tem a postura de enfatizar a segurança nas estradas e usa a F1 para reforçar essa imagem”.
O canadense argumenta que o problema é que a F1 se tornou obcecada não só com a segurança, mas também com o “espetáculo”.
“Nós tentamos transformar a F1 em um espetáculo de TV, e esse é o grande erro. Agora, temos muitas ultrapassagens, mas nunca empolgantes, imaginando se o piloto conseguirá fazer a manobra. Não há nada emocionante em relação a isso agora”.
“Temos de parar de dizer que a F1 é só um espetáculo. A categoria deve ser extrema, ter um alto custo, ser algo inalcançável. Um piloto deveria levar seis meses para se tornar fisicamente apto a guiar o carro”.
“Não, a F1 agora é um espetáculo, o auge do automobilismo. Na época deles, todos olhavam para Prost e Senna e diziam ‘eu nunca poderei fazer isso na minha vida’, e isso era suficiente para fazer as pessoas sonharem”, concluiu Villeneuve.
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