Todt não foi bom para a Formula 1, diz Berger
segunda-feira, 2 de setembro de 2013 às 9:37
Bernie Ecclestone e Jean Todt
Enquanto uma nova corrida para liderar a FIA tem início, Gerhard Berger se tornou a segunda figura importante a questionar o sucesso de Jean Todt, atual presidente.
Ao ser questionado se a categoria precisa de mudanças, o austríaco declarou ao Bild am Sonntag: “Provavelmente já passou da hora. Na Fórmula 1, o velho ditado ‘cozinheiros demais estragam o caldo’ é cada vez mais verdadeiro”.
“Anteriormente, Max Mosley e Bernie Ecclestone trabalhavam como uma unidade. Mas, hoje, temos em Jean Todt e Ecclestone dois chefes com gostos e temperos diferentes. Isso nos leva a algo que é caro e também de difícil compreensão para muitos dos fãs”.
Um grande problema, acrescentou Berger, são as mudanças constantes de regras. “No futebol, você também poderia deixar o campo ou o gol maiores ou menores, permitir 15 jogadores e coisas assim. Mas eles não fazem isso. O futebol é fácil de entender, mas este é um momento difícil para a Fórmula 1”.
Não só isso, Berger disse que as mudanças constantes estão associadas a “custos insanos” para as equipes intermediárias em um mercado com cada vez menos patrocínio.
Como muitos puristas, ele critica desenvolvimentos recentes como o DRS, a asa traseira móvel que praticamente substituiu as raras ultrapassagens tradicionais. “Eu não gosto dessas maneiras de melhorar artificialmente o espetáculo”, admitiu Berger. “E, honestamente, creio que o mesmo vale para os fãs. Eles querem um esporte verdadeiro”.
E, como Mosley, Berger dá um voto de confiança para Ecclestone, apesar de o britânico estar enfrentando acusações de suborno que poderão tirá-lo de seu cargo. “Ele liderou esta categoria com perfeição, visão e trabalho duro visando o sucesso por décadas, e nós todos precisamos agradecê-lo”, disse Berger. “Enquanto ele estiver em forma, não há ninguém melhor”.
“Mas a Fórmula 1 é de propriedade do grupo de investimento CVC, que normalmente mantém um investimento por até dez anos. E esse tempo basicamente acabou. Acredito que uma reorganização é necessária e bastante possível, e a FIA e Todt terão um papel importante”.
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