Pistas de alto downforce são ainda melhores para a McLaren

segunda-feira, 23 de setembro de 2024 às 12:26

Andrea Stella

O Lando Norris de Singapura foi ainda mais dominante do que na pista de alto downforce anterior da F1 em Zandvoort. Nas ruas quentes e úmidas de Marina Bay, não houve ninguém para disputar com ele.

Na quinta volta da corrida, o paddock já estava surpreso com sua vantagem de quase dois segundos à frente de Max Verstappen.

E ele nem estava forçando. Naquele ponto Norris apenas esperando seus pneus atingirem a temperatura ideal. Mesmo fazendo isso, ele estava se afastando da Red Bull a 0,5s por volta. O que por sua vez estava bem à frente dos dois Mercedes.

Somente na volta 9 Norris foi informado que ele poderia começar a forçar. Então ele fez uma volta 1s mais rápido que Verstappen. Foi o quão à frente o MCL38 estava, uma pista de alto downforce onde tudo se resume a equilíbrio e dirigibilidade.

Esse desempenho e o fato de que este foi o primeiro GP de Singapura sem um safety car significava que, se ele quisesse, Norris poderia ter feito um pit stop tardio e retornado sem perder a liderança para Verstappen (ele estava 29s à frente com oito voltas para o fim). A McLaren podia ter pensado nisso para garantir de fato o ponto da melhor volta para seu piloto que briga pelo título, mas mais uma vez, deixou escapar uma chance

Ao invés disso, Daniel Ricciardo, que estava fechando o grid fez isso, terminou em último, mas negou esse ponto extra a Norris.

“Eu sabia que tudo o que eu tinha que fazer durante todo o fim de semana era ir à pista e entregar. Porque o carro estava tão mega”, disse o piloto inglês, que agora está 52 pontos atrás de Verstappen com seis corridas para o fim.

Houve alguns momentos difíceis ao longo do caminho. Ele travou seus pneus dianteiros na curva 14 na 28ª volta e realmente raspou a asa dianteira levemente no muro. Na 46ª volta, ele prendeu levemente a traseira esquerda na entrada da curva 10 (onde George Russell bateu no ano passado).

Este foi um nível maior de domínio de Norris até mesmo do que Zandvoort, a última pista de alto downforce. O diretor da equipe McLaren, Andrea Stella, aceita que o carro é ainda mais forte nessas pistas do que nos circuitos de baixa pressão aerodinâmica, como Monza e Baku.

“Acho que nesse alto nível de pressão aerodinâmica somos muito competitivos”, disse Stella.

“Hungria e Zandvoort tivemos desempenhos dominantes. Nosso carro tem a melhor eficiência aerodinâmica em todo o grid, mas em baixa pressão aerodinâmica a eficiência da Ferrari e da Red Bull é mais comparável ao nosso carro.”

“É verdade que investimos mais pesadamente nesse nível de alta pressão aerodinâmica do que em baixa pressão aerodinâmica, embora nessas pistas tenhamos feito progressos na retenção da pressão aerodinâmica ao conseguirmos reduzir o arrasto.”

A superioridade em pistas de alto downforce da McLaren é derivada de seu ótimo equilíbrio ao usar essas asas maiores, uma vantagem que se multiplica com seu efeito na degradação dos pneus.

Isso ocorre com uma geração de carros inerentemente difícil de equilibrar, uma geração que a Red Bull descobriu que pode ficar gravemente desequilibrada, pois é desenvolvida para produzir mais downforce total.

O domínio da elasticidade aerodinâmica deu à McLaren um equilíbrio nas pistas de baixo downforce. Mas nas pistas de alto downforce, esse mesmo domínio deu a ela uma asa dianteira que se deforma perfeitamente para ser potente em curvas lentas com um ângulo de flap agressivo, sem ser muito potente em curvas de alta velocidade conforme o flap se curva, reduzindo a downforce da asa para dar o centro de pressão apropriado à velocidade da curva.

AS - www.autoracing.com.br

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