Pirelli F1: GP do Japão – Já mais rápido que a pole do ano passado

sexta-feira, 4 de abril de 2025 às 15:00

Oscar Piastri estabeleceu o melhor tempo no primeiro dia de treinos livres para o GP do Japão. O piloto australiano da McLaren liderou a tabela de tempos da segunda sessão com uma volta em 1min28s114, 83 milésimos abaixo do tempo da pole position estabelecido em 2024 por Max Verstappen na Red Bull. A McLaren também esteve no topo na primeira sessão, a única das duas em que não houve interrupções no tempo de pista, com Lando Norris sendo o mais rápido com 1m28s549s.

O DIA NA PISTA

Todos os três compostos entraram em jogo em ambas as sessões de treinos livres. No entanto, o tempo de pista na segunda foi reduzido para apenas 21 minutos, por causa de quatro bandeiras vermelhas causadas por acidentes de Jack Doohan (Alpine) e Fernando Alonso (Aston Martin) e dois incidentes quando pequenas áreas de grama ao lado da pista pegaram fogo. Isso significou que nenhum piloto foi capaz de fazer mais de três voltas rápidas por vez!

Hoje, nada menos que 15 pilotos usaram um conjunto de pneus duros: cinco deles na primeira sessão (Stroll, Alonso, Hadjar, Lawson e Bortoleto) e dez na segunda (Piastri, Leclerc, Hamilton, Antonelli, Russell, Doohan, Gasly, Albon, Sainz e Hulkenberg). Os cinco que optaram por manter os dois conjuntos do C1 pelo resto do fim de semana foram Verstappen, Tsunoda, Norris, Ocon e Bearman. Na sexta-feira do ano passado, apenas cinco pilotos – a dupla da Red Bull de Verstappen e Perez, a dupla da Ferrari de Leclerc e Sainz e Magnussen na Haas – usaram o composto mais duro que a Pirelli forneceu para este GP. No entanto, deve-se levar em consideração que o TL2 do ano passado foi afetado por chuvas intermitentes.

SIMONE BERRA – ENGENHEIRO-CHEFE DA PIRELLI

“Em alguns aspectos, este foi um dia difícil de avaliar, porque na segunda sessão ninguém foi capaz de treinar com continuidade por causa das quatro bandeiras vermelhas. No entanto, ainda assim, pudemos tirar algumas conclusões importantes. O primeiro ponto é que a pista provou ser significativamente mais rápida do que no ano passado, considerando que o melhor tempo de Piastri já é inferior ao tempo da pole de 2024. Isso se deve em parte à progressão natural da atual geração de carros e também ao aumento da aderência da nova superfície da pista, desde a saída da chicane final até o fim do primeiro setor. De fato, mais da metade da melhoria de tempo do ano passado para este pode ser atribuída, especificamente, a esse primeiro setor, com base nos tempos do TL1.

Apesar de ninguém ter conseguido fazer stints longos na segunda sessão, conseguimos reunir alguns dados da primeira, quando vários pilotos fizeram uma longa série de voltas, divididas entre diferentes compostos. Em geral, salvo algumas exceções, não vimos nenhuma granulação e ficou claro que, pelo menos na teoria, todos os três compostos poderiam ter um papel a desempenhar na corrida. Além disso, ao contrário de 2024, três quartos dos pilotos optaram por não poupar os dois conjuntos de pneus Duros.

O nível de degradação observado nos stints longos hoje é menor do que o esperado, o que pode sugerir que uma estratégia de uma parada pode ser mais competitiva do que uma de duas paradas, que teoricamente era considerada a mais rápida. Vamos ver como a situação evolui, também levando em consideração o clima, já que há previsão de chuva durante a noite de sábado para domingo.”

EB - www.autoracing.com.br

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