Mercedes descobriu “prazer” nos anos de dificuldades

terça-feira, 16 de julho de 2024 às 9:35

Mercedes

O processo da Mercedes para resolver os problemas de seus carros de Fórmula 1 desde 2022 é “mais divertido” do que vencer campeonatos, avalia Andrew Shovlin.

Desde que as regras do efeito solo foram introduzidas em 2022, a Mercedes tem lutado para ser consistentemente competitiva, mas uma recente melhoria permitiu que George Russell e Lewis Hamilton conquistassem vitórias, na Áustria e Inglaterra, respectivamente.

A equipe vem mostrando uma boa performance desde o Canadá, onde Russell se classificou na pole position, subindo ao pódio em todas as corridas em várias pistas com características diferentes.

Shovlin, chefe de engenharia de pista que também trabalhava na equipe durante sua fase Brawn GP, ​​acredita que o “desafio” da reconstrução é mais agradável do que simplesmente vencer com facilidade.

“Foi um caminho bem longo, mas com um progresso bastante linear”, disse Shovlin no podcast F1 Nation.

“Para o mundo exterior, parece muito não linear porque de repente estamos aparecendo no pódio e vencemos algumas corridas recentemente. A equipe está mais focada, a máquina de performance está funcionando muito bem, todos estão buscando desempenho em todas as áreas”.

“Parte da razão pela qual conseguimos progredir em relação a todos os outros é que todas as principais áreas de performance estão apresentando resultados não apenas no túnel de vento, mas também no aspecto mecânico, em termos de peso, de ter um carro que funcione em uma variedade de condições e de gerenciar melhor os pneus”.

“É muito divertido. De certa forma, há elementos nesse desafio que são mais divertidos do que todos aqueles anos de vitórias porque você não tem o contraste quando está ganhando tudo”.

“Se você questiona como fizemos isso, é que temos um grupo aqui em Brackley e em Brixworth que está extremamente motivado a levar a Mercedes de volta aos campeonatos”.

No Canadá, a Mercedes estreou uma nova asa dianteira, abandonando o design de baixo arrasto com o qual começou a temporada, e a equipe vem sendo mais competitiva desde então.

Contudo, Shovlin acredita que simplesmente afirmar que essa é a solução para os problemas do W15 seria incorreto.

“Quero dizer, não houve realmente uma única coisa”, explicou ele. “O que fizemos bem foi entregar três ou quatro atualizações em praticamente todas as últimas oito ou nove corridas. Algumas delas são mecânicas, algumas aerodinâmicas e outras ajudaram nos quiques”.

“Nas últimas quatro ou cinco corridas, e você não sabe se terá sucesso todas as vezes, mas o carro foi competitivo desde que o colocamos na pista no TL1. Então, você pode simplesmente começar o trabalho de acerto com os pilotos, seguindo a evolução da pista conforme a aderência aumenta. Isso certamente nos ajudou”.

“Quando os pneus traseiros estavam esquentando, tivemos de entender por que isso estava acontecendo. Havia alguns problemas embutidos que você simplesmente não resolve em três dias de testes de inverno no Bahrain”.

“Demoramos um pouco para resolver um por um, e como eu disse, a taxa de desenvolvimento tem sido forte. Podemos manter isso por mais um tempo, mas a grande questão é: por quanto tempo podemos continuar melhorando a performance do carro no ritmo que temos feito?”

 

LS - www.autoracing.com.br

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