Médicos pedem cautela após “boa notícia” sobre Schumacher
terça-feira, 17 de junho de 2014 às 9:42
Michael Schumacher
Os médicos pediram cautela após a notícia oficial de que Michael Schumacher não está mais em coma.
O Dr. Tipu Aziz, professor de neurocirurgia da Universidade de Oxford, declarou à agência de notícias AP que está claro que o ex-piloto da Ferrari e Mercedes vai sofrer “efeitos colaterais de longo prazo”.
“Com a reabilitação, eles tentarão treiná-lo para lidar com as deficiências que tem a fim que de alcance a maior função de vida possível”, disse ele. “Se ele teve uma lesão no cérebro, pode ter fraqueza em seus membros além da perda da função cerebral. Pode ter problemas com a fala e para engolir”.
O jornal Bild, alegando que Schumacher ainda não consegue falar, também relatou que a reabilitação “pode levar meses, talvez anos”.
“Mas há sinais de esperança”, declarou o Dr. Ganesh Bavikatte, consultor de reabilitação britânico, ao Telegraph. “Ele está fisicamente em forma, é relativamente jovem e assumo que não tinha muitas condições médicas preexistentes”.
Outros estão menos otimistas. O Dr. Andreas Pingel, neurocirurgião alemão, disse à publicação Focus que “de 10 a 30 por cento” dos pacientes na situação de Schumacher têm “deficiências que são toleráveis”.
E o Dr. Andreas Ferbert, presidente da associação de neurocirurgia da Alemanha, avisou que Schumacher agora pode estar em um “coma desperto”, resultando em um “estado vegetativo permanente”.
Entretanto, o jornal Bild alegou que Schumacher estava se comunicando com sua família.
“Nós não sabemos exatamente o que ‘comunicação’ significa”, disse o Dr. Mika Niemela, neurocirurgião finlandês, à emissora MTV3. “Olhos abertos não significam necessariamente comunicação”.
“Não quero ser pessimista e espero que ele melhore, mas se as informações que foram dadas estiverem corretas, a chance de recuperação é muito baixa. Se ele ficou cinco meses e meio em uma UTI, o trauma foi significativo. Sim, ele provavelmente tem a necessidade constante de assistência”.
Contudo, o consultor médico da emissora francesa BFMTV afirmou que a notícia de segunda-feira foi um “passo real”, porque atualizações anteriores indicavam que Schumacher estava pelo menos parcialmente em coma.
“Agora, é possível fazer uma avaliação neurológica completa e saber exatamente o que aconteceu”, disse Alain Ducardonnet. “Baseado nessas informações, uma reabilitação apropriada vai começar”.
Outro especialista, o chefe de neurocirurgia da Universidade de Tampere, afirmou que a notícia de ontem torna os “prospectos de recuperação ligeiramente melhores” do que antes.
“Porém, não posso fazer comentários sobre qual será sua capacidade funcional no futuro”, declarou o Dr. Heikki Numminen ao jornal Turun Sanomat.
O professor Heinzpeter Moecke, do hospital de Hamburgo, concorda que o nível atual de consciência de Schumacher não é publicamente conhecido.
De qualquer modo, ele acredita que o sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 “provavelmente terá de reaprender tudo: engolir, se movimentar, caminhar e falar. É um processo bastante longo e tedioso, com muitos passos pequenos”.
Ao ser questionado se Schumacher pode se recuperar, ele respondeu: “Ninguém pode dizer neste momento. A princípio, nada é impossível. Mas pelo menos é improvável que ele volte a ser o que era antes”.
Olivier Panis, ex-piloto de Fórmula 1, disse à emissora RTL que seu amigo “não ficará paralisado, com certeza. Ele não ficará em uma cadeira de rodas. Mas quanto ao cérebro, não sabemos. Precisamos ser pacientes”.
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