F1 – Preview do Grande Prêmio da Espanha
sexta-feira, 13 de maio de 2016 às 8:00
Paul Hembery
Existe uma nova escolha para o Grande Prêmio da Espanha, algo diferente do trio de pneus médio-macio-supermacio que foi levado para as primeiras quatro etapas da temporada. Para o Circuito da Catalunha, os pneus duro, médio e macio foram os escolhidos para lidar com as grandes cargas que a pista gera sobre o pneu. A maior parte das equipes escolheu a quantidade mínima de pneus duros, priorizando os compostos mais macios. A Pirelli é, mais uma vez, o title sponsor do Grande Prêmio da Espanha.
O CIRCUITO DO PONTO DE VISTA DO PNEU:
Esta é uma pista com altas demandas para os pneus, especialmente na longa curva 3, à direita.
As equipes possuem muitos dados relevantes de 2016, já que os testes de pré-temporada foram realizados no local.
A superfície é abrasiva, compondo, com as curvas de alta velocidade, um duro teste para os pneus.
Uso e degradação são, normalmente, altos, então são esperadas vários pit-stops.
O pneu dianteiro esquerdo é o mais exigido: Barcelona é um circuito exigente para a parte dianteira dos carros.
Esta é uma pista de alta carga aerodinâmica, aumentando ainda mais a força vertical sobre os pneus.
OS TRÊS COMPOSTOS ESCOLHIDOS:
Laranja Duro: visto pela primeira vez este ano, porém nenhum piloto escolheu mais do que um set (quantidade mínima definida como obrigatória pela Pirelli para a corrida).
Branco Médio: Um pneu versátil que atua como um bom compromisso entre performance e durabilidade.
Amarelo Macio: Mais de um segundo mais rápido por volta do que o Branco Médio em Barcelona, mas, provavelmente, não terá longa vida útil.
COMO FOI UM ANO ATRÁS:
Vencedor: Rosberg (duas paradas: começou com pneu médio, manteve este tipo na primeira parada, feita na 15ª volta, e colocou os duros na 44ª volta).
Melhor posição de uma estratégia alternativa: Hamilton, segundo, com três paradas (apenas o penúltimo stint com o pneu duro).
Uma mistura de estratégias entre duas ou três paradas, com a maior parte dos times adotando formatos flexíveis.
PAUL HEMBERY, DIRETOR DE MOTORSPORT DA PIRELLI:
“A Espanha sempre nos fornece um grande teste para os pneus, graças à alta demanda energética da pista. Neste ano, será especialmente o caso, já que os times escolheram compostos mais macios. Claro que eles vão poder usar os dados acumulados durante os dias da pré-temporada, mas, nesta época do ano, esperamos condições mais quentes. Como consequência, é provável que teremos alto desgaste e degradação que irão resultar em vários pit-stops. Claro que isso garante uma grande variedade de estratégias para a etapa”.
O QUE HÁ DE NOVIDADE:
Após a corrida, dois dias de testes serão realizados, com a maior parte dos times participando.
O programa de desenvolvimento para os pneus de 2017 está avançando, com Jean-Eric Vergne testando uma Ferrari 2014 modificada em Mugello na semana passada.
A GP2 e a GP3 começam neste fim de semana, com grids fortes em cada e novos pneus para a GP3, que também terá um carro completamente novo este ano.
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