F1 – O que observar no GP da Malásia
sábado, 29 de março de 2014 às 15:56
Sepang - Kuala Lampur
Desde a degradação dos pneus até a sempre presente ameaça de tempestade, a seguir alguns temas-chave a observar no GP da Malásia 2014
Degradação dos pneus
Tendo sido a melhor em todos os treinos e na classificação, o domínio da Mercedes em uma volta não garante que seus pilotos conseguirão manter os pneus durante toda a corrida.
Assim como no ano passado, as Flechas de Prata estão preocupadas com o desgaste, sobretudo tendo em conta as temperaturas extremas e a superfície abrasiva da pista. O TL2 ofereceu um vislumbre de esperança para as equipes rivais, com a Red Bull em especial sendo forte em trechos longos. A questão será como as equipes vão lidar com a distância da corrida completa, e se o desempenho terá que ser significativamente reduzido, a fim de preservar a vida útil do pneu.
A sempre presente ameaça de chuva
Sem surpresa, o tempo pode ser um grande fator para a corrida de domingo – especialmente se as tempestades vierem como na classificação.
Há suficiente precedente histórico, antes mesmo das previsões de tempestade, sugerindo que não seria nenhuma surpresa desabar água durante a corrida. Isso levanta a possibilidade de safety-car e até mesmo de interrupções de corrida. Isto testaria também a habilidade e talento dos pilotos ao extremo, diminuindo a vantagem inerente de cada carro e colocando mais ênfase na habilidade inata para descobrir aderência em condições traiçoeiras.
Outra corrida de Bottas
Duas vezes Bottas ficou para trás na Austrália e duas vezes ele se recuperou chegando em quinto no geral . Ele foi “o cara” na corrida, inclusive ganhando de lavada a votação de Piloto da Semana no Autoracing. Depois de uma classificação sem brilho e uma penalidade discutível de 3 posições, o finlandês vai ter que fazer tudo de novo em Kuala Lumpur.
A boa notícia para Williams é que parece que ele tem um carro capaz de chegar aos pontos. A Williams foi uma das melhores equipes – fora a Mercedes – nos trechos longos feitos nos treinos livres de sexta-feira. A única duvida é a performance do carro em pista molhada, que definitivamente cai demais em relação a quando está seco.
Ferrari se aproximando da frente
Após um árduo em quarto lugar de Alonso na Austrália, os sinais são de que a Ferrari diminuiu a diferença para a frente em Sepang.
Kimi Raikkonen foi o segundo mais rápido no TL1 e TL2, e foi novamente o adversário mais próximo da Mercedes no TL3, enquanto Alonso ficou a pouco mais de um décimo de segundo de bater Nico Rosberg pelo terceiro lugar na classificação. O F14 T parece ser mais forte em trechos longos, sugerindo que Raikkonen e Alonso podem ser ameaças do pódio no domingo.
Quanto tempo a Lotus vai durar na corrida?
O péssimo início de temporada da Lotus continuou na Malásia, com Romain Grosjean e Pastor Maldonado incapazes de marcar tempo no TL1 e conseguirem dar apenas 14 voltas no TL2.
No sábado, no entanto, a equipe finalmente fez alguns progressos: ambos os pilotos conseguiram andar no TL3, com Grosjean até mesmo chegando ao Q2 durante a classificação.
Mas a magnitude dos problemas da equipe significa que chegar nos pontos não parace ser realista. Uma preocupação muito mais urgente será completar a distância de corrida pela primeira vez em 2014. Dado o calor extremo, fazê-lo na Malásia representaria uma pequena vitória para uma equipe cheia de problemas.
O fluxo de combustível ainda é um problema?
Com o apelo da Red Bull contra a desclassificação de Daniel Ricciardo na Austrália não sendo julgado até 14 de abril, a questão do fluxo de combustível – e os sensores que medem isso – paira sobre a corrida na Malásia. Vamos esperar que haja mais problemas – durante ou após o evento.
Novatos nos pontos – de novo
Após as corridas de estreia extremamente impressionantes que Kevin Magnussen (McLaren) e Daniil Kvyat (Toro Rosso) fizeram na Austrália, eles não mostraram queda no desempenho na Malásia. Ambos tiveram seus problemas – algunas saídas de pista e problemas mecânicos para Magnussen, um confronto no Q2 com Alonso para Kvyat – mas nenhum deles deixou que esses problemas afetassem seu desempenho na classificação. Ao contrário, eles mostraram níveis impressionantes de compostura e maturidade.
Com Magnussen largando em oitavo e Kvyat em P11, há muitas chances de que ambos os jovens possam estar de volta nos pontos no domingo à tarde. Uma coisa é certa: seus rivais mais experientes sabem que eles não vão recuar em caso de luta.
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