F1 – Mercedes vai assinar o Pacto de Concórdia, mas…
terça-feira, 11 de agosto de 2020 às 17:55
Mercedes
Apesar de todas as negativas que tem sido publicadas – inclusive por nós hoje mesmo – sobre a Mercedes não querer assinar o novo Pacto de Concórdia, o Autoracing pode confirmar que ela vai assinar.
E fará isso provavelmente no prazo final, que é no dia 12 de agosto, ou seja, amanhã.
Por que a Mercedes não queria assinar?
Por duas razões. A primeira e mais importante é que eles ainda não sabem se querem continuar na F1 depois de 2021 e esse acordo os forçaria a isso.
A segunda é porque não concordam com a distribuição dos prêmios pela Liberty, alegando que a equipe seria a mais prejudicada de todas. E isso envolve também algumas regalias que a Ferrari continuaria mantendo no novo Pacto.
A solução
O primeiro problema a Liberty parece ter resolvido nesta tarde. Existe uma cláusula de relaxamento no contrato atual que torna possível a Mercedes ainda correr em 2021 como equipe de fábrica e depois vender sua equipe para algum comprador.
Isso daria tempo para a Daimler pensar se vai querer continuar participando da F1 com equipe própria ou somente fornecendo motores. Um dos problemas – como dito acima – é a questão da premiação. Mas esse não é o maior deles.
O futuro
Existem duas questões muito maiores. A primeira delas é se vale a pena para a Mercedes continuar na categoria depois de ganhar tudo a bater todos os recordes, imaginando que eles vão ganhar o campeonato deste ano e também o de 2021.
A Mercedes se tornaria a maior vencedora de títulos seguidos na história com 8 conquistas e seu piloto Lewis Hamilton também quebraria os recordes que ainda faltam, o de maior vencedor de títulos (8) e corridas da F1, ultrapassando facilmente as 91 vitórias de Michael Schumacher.
Se isso acontecer, em termos de marketing a F1 se esgota para a Mercedes, pois não haveria mais nada a ganhar, só a perder.
A outra questão é o próximo motor da F1 que entrará em 2025. Se não for com emissões de carbono zero, a Mercedes não se interessa nem como equipe e nem como fornecedora, já que na esmagadora maioria dos países de primeiro mundo isso se tornará obrigatório a partir de 2030.
E tem mais… a Honda também não ficará, caso o motor a partir de 2025 emita poluentes.
Esse é o maior problema que a Fórmula 1 tem que resolver, talvez até para a sua sobrevivência.
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