F1 – Chefe da Renault preso em Tóquio por acusações de sonegação fiscal
segunda-feira, 19 de novembro de 2018 às 11:57
Carlos Ghosn
O presidente-executivo da Nissan-Renault, Carlos Ghosn, foi preso em Tóquio, segundo relatos por supostamente subestimar sua renda com o grupo automotivo divulgados pelo site F1i.com.
Suspeita-se que Ghosn tenha declarado a menor seu pacote de remuneração nos relatórios financeiros da empresa com o objetivo de dissimular seu verdadeiro salário.
Em um comunicado, a Nissan disse que “durante muitos anos” Ghosn e outro executivo sênior, Greg Kelly, “reportavam valores de remuneração no relatório de valores mobiliários da Tokyo Stock Exchange que eram menores do que a quantia real, a fim de reduzir a quantia divulgada”.
Mas os erros de Ghosn aparentemente se estendem além desse problema.
“Diversos outros atos significativos de má conduta foram descobertos, como o uso pessoal dos ativos da empresa, e o profundo envolvimento de Kelly também foi confirmado”, acrescentou a Nissan.
O valor de mercado de ambas as empresas automotivas teve um grande impacto ao abrir esta manhã na Europa, com a Nissan perdendo 12% na bolsa de valores de Frankfurt e a Renault caindo aproximadamente o mesmo em Paris.
O executivo líbano-brasileiro, mais conhecido como “o matador de custos” na indústria automobilística, está no comando da Renault desde 2005.
Em 2016, Ghosn aprovou o retorno da Renault para a Fórmula 1 como equipe de fábrica para 2017, e o plano de investimento de cinco anos da Renault Sport destinado a trazer a fabricante de volta à frente do grid.
A provável saída de Ghosn do grupo Nissan-Renault levará inevitavelmente a dúvidas sobre o compromisso da Renault com a F1 e o futuro da equipe francesa.
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