Ecclestone: Masi “sobrecarregado” com trabalho difícil
terça-feira, 14 de dezembro de 2021 às 8:50
Michael Masi
Bernie Ecclestone defendeu o criticado diretor de prova da Fórmula 1, mas ele diz que alguns elementos do gerenciamento da categoria neste ano foram “um desastre”.
O ex-chefe executivo da F1 está se referindo aos ataques gerais contra Michael Masi, da FIA, por tomar a controversa decisão de dar a relargada na última volta da corrida de domingo.
“Foi uma ótima corrida com o resultado certo”, declarou Ecclestone ao jornal Bild. “Max merece e é bom para a F1 ter um novo e jovem campeão após o domínio da Mercedes e Hamilton”.
Entretanto, o britânico vê problemas na maneira como o controle de prova lidou com certas decisões e punições neste ano.
“Em muitos casos, ele ficou sobrecarregado com seu trabalho a temporada inteira e talvez não devesse estar no cargo. Porém, no fim das contas, ele tomou a decisão correta de deixar Lewis e Max lutarem entre si na última volta. Teria sido injusto encerrar uma temporada assim com o safety car”.
“Hamilton teria sido campeão mundial e todos os fãs teriam dito ‘o que aqueles comissários estúpidos estão fazendo?’ Não, ele fez a coisa certa nesse caso”, insistiu Ecclestone.
O ex-piloto David Coulthard concorda. “Masi e a FIA não queriam que o campeonato acabasse atrás do safety car”, disse ele ao Ziggo Sport.
O escocês compreende a fúria da Mercedes, mas “se você olhar o final da temporada, não poderia ter escrito um script de Hollywood melhor”.
Porém, essa é uma das maiores queixas de “puristas” como Ecclestone, Jacques Villeneuve e outros – o chamado “estilo Netflix” da F1 atual.
“A categoria está sofrendo com o fato de não ser mais apenas uma competição pura, mas só sobre o interesse de alguns indivíduos”, disse Ecclestone ao jornal Munchner Merkur.
“Todos esses chefes de equipe no rádio tentando influenciar as decisões do diretor de prova durante a corrida. Isso significa que a ótima competição entre Max e Lewis é completamente perdida”.
Ross Brawn, diretor esportivo da F1, parece concordar, prometendo acabar com a pressão dos chefes de equipe sobre o diretor de prova durante os eventos.
“Não é aceitável que os chefes de equipe pressionem tanto Michael durante a corrida”, afirmou ele. “Toto Wolff não pode exigir que o safety car não entre e Christian Horner não pode exigir que os retardatários descontem uma volta. Nós vamos acabar com esse tipo de contato no próximo ano”.
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