Alpine nega lobby de alguma equipe para punição de Sainz em Las Vegas
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023 às 13:50
Bruno Famin – Alpine
O chefe provisório da equipe Alpine, Bruno Famin, negou que alguma equipe da Fórmula 1 tenha feito lobby pela punição de Carlos Sainz em Las Vegas, dizendo que os comissários não tinham outra escolha.
O TL1 da pista de rua de Las Vegas terminou cedo, logo após Sainz atropelar uma tampa de uma válvula de água no meio da pista e sofrer grandes danos em sua Ferrari.
Os Vermelhos tiveram que substituir a UP do SF-23 e pediram à FIA dispensa da punição para Sainz pelo defeito da pista.
Sainz perdeu uma vaga na primeira fila porque os comissários rejeitaram o apelo da Ferrari, apesar de reconhecerem que as “circunstâncias foram altamente incomuns e infelizes”.
Derek Warwick, o comissário-piloto em Las Vegas, admitiu que “parecia errado” dar a Sainz uma perda de 10 posições no grid, acrescentando: “Trabalhamos muito para que isso não acontecesse, mas são as regras”.
Agora, questionado pelo incidente em Abu Dhabi, Famin concordou com a avaliação de Warwick de que o regulamento escrito tem que ser aplicado sempre, independentemente de qualquer tipo de acordo informal que possa ou não ser feito.
Em meio a rumores na época de que equipes rivais haviam feito lobby para que Sainz fosse punido, Famin disse: “Isso é uma decisão dos comissários e não é porque as outras equipes disseram XYZ.”
Tem que cumprir o regulamento
“Achei muito lamentável para Carlos, mas não – falando francamente – não vejo que outra escolha os comissários da FIA poderiam ter nesse caso. Aconteceu que você é levado a um acidente, você não tem nada a ver com o acidente ou alguém te empurra e você perde uma caixa de câmbio, você perde um motor, você perde a transmissão e infelizmente não interessa o porquê, você é penalizado.”
“Mas se começarmos a abrir a porta para esse tipo de coisa, será interminável. Acordos nunca podem se sobrepor ao regulamento. Isso já aconteceu não muito tempo atrás e infelizmente acabou mudando o destino de um campeonato,”
“Portanto os comissários tomaram a decisão certa, infelizmente para Carlos. É muito lamentável porque eles não tinham nada o que fazer, não havia outra opção.”
Max Verstappen, que se beneficiou da queda no grid de Sainz naquele fim de semana, simpatizou com seu ex-companheiro de equipe, insistindo que “as regras precisam mudar” para situações futuras semelhantes.
Isso levou a sugestões de que a F1 deveria implementar uma cláusula de força maior para cobrir tais episódios, mas foi revelado que as equipes já haviam rejeitado essa adição.
“Foi muito lamentável para Carlos, mas a FIA fez a interpretação correta do regulamento e, portanto, o penalizou”, concordou Franz Tost, da AlphaTauri.
No entanto, Tost, que deixou o cargo de chefe de equipe no final desta temporada, destaca que o problema teria sido evitado se a pista tivesse sido devidamente inspecionada antes.
“E foi um caso de força maior. Por outro lado, devo dizer, o principal problema surgiu porque a pista não foi inspecionada como deveria”, argumentou.
“Porque se fosse esse o caso, o problema não teria ocorrido.”
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